Mensagens e Apresentações

Aqui você encontra mensagens de edificação para sua vida. Ouça o que o Livro de Deus tem a lhe dizer, mais do que o que você quer que Ele diga. Deus seja contigo!

____________________________________________________________________________________________________________

Algumas Marcas do Louvor

Salmo 100

Hino de ingresso ao templo
Salmo de ações de graças

1 Celebrai com júbilo ao Senhor, todas as terras.
2 Servi ao Senhor com alegria, apresentai-vos diante dele com cântico.
3 Sabei que o Senhor é Deus; foi ele quem nos fez, e dele somos; somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio.
4 Entrai por suas portas com ações de graças e nos seus átrios, com hinos de louvor; rendei-lhe graças e bendizei-lhe o nome.
5 Porque o Senhor é bom, a sua misericórdia dura para sempre, e, de geração em geração, a sua fidelidade.


INTRODUÇÃO

    Quando estudamos liturgia sagrada, uma das primeiras coisas que aprendemos é que adoração e louvor, ainda que sejam congruentes, são diferentes em seus alvos. A ADORAÇÃO é o conjunto maior e o LOUVOR é o subconjunto da adoração. Adoramos ao que Deus é, e louvamos o que Deus faz, seus poderosos feitos.
    O louvor de Israel sempre teve um alvo, os poderosos feitos de Deus no meio do seu povo. Tudo o que Deus fazia era transformado em música, era louvado com cânticos e letras que transmitiam de geração em geração ao atos de Deus pelo seu povo.
    Podemos chamar de características ou marcas que sinalizaram durante anos, até nossos dias, o louvor daqueles que pertenciam ao povo de Deus. Se fossemos mencionar TODAS estas marcas, precisaríamos de muitos sermões que enfatizassem isso.
    Portanto escolhemos o Salmo 100, um salmo consagrado por ser um Salmo de ações de graças e que havia sido composto para o momento em que se entrava no templo.

    Se vamos aprender com este salmo é necessário que façamos da maneira certa. Não é certo transmudar as informações do salmo para aplicá-la em nosso contexto, sem conhecê-lo, primeiro, em seu próprio contexto. É hermeneuticamente incorreto pensar no templo para o qual o salmo foi escrito para ser cantado como louvor a Deus, imaginando a nossa igreja, o santuário em que adoramos nos nossos dias. Vejamos:

    Neste salmo aprendemos algumas coisas muito importantes a respeito do Louvor:

1) Servir ao Senhor com Alegria é uma marca do Louvor divino (1,2).

    Não louvamos a Deus apenas com os nossos lábios, mas também com todo o nosso ser. O louvor faz parte do culto a Deus; ele não é um culto em si mesmo.
    Há pessoas que fazem parte do ministério de louvor da Igreja, mas não fazem parte do ministério da igreja. Alguns só participam do culto no momento do louvor: chegam na hora de cantar, cantam e depois saem do culto como se o mesmo tivesse terminado. O culto é o serviço do Senhor, o louvor é parte deste serviço. E quando servimos ao Senhor pelo culto devemos ter alegria ao fazê-lo. Veja só:
    O salmista faz um convite: – “Celebrai com júbilo ao Senhor, todas as terras”. O convite é para todos. O convite de CELEBRAR ao Senhor com JÚBILO. Perceba que no versículo seguinte ele diz a FORMA como deveria ser feito esta celebração. É, se engana quem pensa que a celebração que agrada a Deus é feita de qualquer maneira, ou da minha maneira ou da maneira dele.
    O salmista ensina que esta celebração ao Senhor é o SERVIÇO ao Senhor com ALEGRIA, começando por nos apresentar diante dEle com Cânticos.

2) Conhecimento de Deus como marca do louvor divino (3).

    Uma das características do louvor divino está em sua letra que refletem perfeitamente o caráter e o ser de Deus, por meio das profundas experiências vividas entre Deus e seu povo. A intimidade real com Deus, permitia que Israel o conhecesse como Ele é, sem necessidades de imaginar “coisas” humanas para Deus, humanizando-o, colocando atributos imperfeitos e corrompidos dos homens em Deus. — Deus, e apenas Deus, é louvado e reconhecido, não homem algum.
    Mas, como louvar alguém a quem não se conhece? Como exaltar os feitos poderosos de Deus se eu não tenho intimidade com Deus? Impossivel! Esse tipo de louvor é comprometido.
    A primeira coisa que o salmista diz é “Sabei que o Senhor é Deus”. Sim, ele não é nosso colega de equipe, nem nosso visinho a quem tratamos com sarcasmo. Não é alguém que tratamos com gírias, ou sem respeito. ELE É DEUS! ELE É O SENHOR! Ele é digno de toda reverência!
    A segunda coisa que o salmista ensina é que ELE É O CRIADOR. Ele é o autor da vida. “...foi ele quem nos fez, e dele somos...” (v.3).
    Sim, não fomos feito para o acaso. Aliás, não há sorte e nem acaso aonde há governo de Deus. Crer no acaso, ou na sorte, é crer que, de alguma forma, coisas acontecem sem a administração divina.
    Não somos seres soltos ou sem pátria, nós pertencemos a Ele. “Dele somos”!
    O salmista repete: “...somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio”.

3) Gratidão e reconhecimento dos atributos divinos como marca do louvor divino (4, 5).

    “Entrai por suas portas...”. O salmista retorna ao início, para enfatizar que a gratidão, assim como a alegria, devem estar presentes no coração do adorador ANTES do início do serviço de culto. “Com ações de graças e... com hinos de louvor”, é assim que devemos “entrar nos seus átrios”. O salmista está sendo enfático quanto a importância da gratidão, pois o culto não é lugar de barganha, o louvor não é "instrumento para requerer" nada de Deus. O louvor é reconhecimento, é ação de graças. Se não sou grato pelo que Deus faz por mim, como quero ter a petulância de louvá-lo. Torna-se hipocrisia!
    Este reconhecimento, em gratidão, é externalizado. O Salmista diz que é externalizado na rendição e no bendizer.
    O salmista ainda adoça a realizade do louvor com mais um atributo divino: bondade, misericórdia e fidelidade. Atributos perdidos pelos homens como consequência de sua herança adâmica, mas renovados em Cristo. Deus nos devolve atributos doados no Éden, que estão presentes só nEle mesmo. Isso Ele faz na conversão. Como não podemos ser gratos por isso?

© Rev. Luiz Cláudio – 18.02.2011.