Doença na velhice pode ser consequência de uma infância traumática

27/04/2011 08:22

Maus tratos na infância podem gerar trumas sérios    Deus nos criou com a responsabilidade de cuidarmos de sua obra. O que muitos não percebem é que “nós” fazemos parte desta obra. Cuidar de si mesmo é uma ordenança bíblica (1Tm 4.16) que visa também o bem-estar da saúde do servo fiel. De que adianta um super-líder ou um crente incrível na obra, mas com saúde debilitada? Com certeza, ele não será super e nem incrível por muito tempo!

    Segundo concluiu um grupo de pesquisadores do Centro médico de San Francisco e da Universidade da Califórnia, adultos que sofrem de Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), e também tem uma história de infância traumática, estão mais propensos a doenças como o câncer, doenças cardiovasculares, doenças auto-imunes e degenerativas, além de morte prematura.

    Existe um fator comum entre os adultos com TEPT: essas pessoas geralmente apresentam um comprimento menor nos telômeros (telômeros são complexos de DNA-proteína que fecham e protegem as extremidades dos cromossomos).

    Na coleta de amostras de DNA de 43 adultos com TEPT e 47 sem o transtorno, os resultados finais mostraram que os participantes com TEPT tinham comprimento menor dos telômeros, afirmam os pesquisadores.

    Um dos componentes da equipe, Dr. Aoife O'Donovan, pesquisador em psiquiatria, afirmou:

“Isso foi marcante para nós, porque os indivíduos eram relativamente jovens, com idade média de 30 anos, e em boa saúde física. [...] O comprimento do telômero foi significativamente menor do que poderíamos esperar de um grupo dessa natureza.”

 

    Em seguida, foi analisado se os voluntários apresentavam qualquer história de trauma de infância grave, incluindo a negligência, violência familiar, abuso físico e abuso sexual. Os resultados mostraram que, entre os indivíduos com TEPT, quanto maior o trauma da infância que uma pessoa sofreu, menor o comprimento dos telômeros.

    “As pessoas que tinham várias categorias de traumas de infância tinha o menor comprimento dos telômeros,” disse O'Donovan. Curiosamente, os participantes com TEPT, mas sem história de abuso na infância tinha o comprimento dos telômeros iguais aos do grupo-controle saudável.

    “Os resultados são intrigantes”, comentou o principal pesquisador Neylan Thomas, professor na residência de psiquiatria da Universidade da Califórnia:

“Além disso, concluímos que existe um efeito acumulativo, como os traumas de infância e o TEPT, resultando na redução dos telômeros.”

    Os pesquisadores planejam realizar mais estudos com indivíduos com e sem TEPT, e também com e sem trauma na infância, dando maior credibilidade às conclusões.

    “Se conseguirmos tratar melhor o TEPT, podemos diminuir a taxa de encurtamento dos telômeros e, assim, diminuir ou pelo menos adiar o risco de algumas doenças do envelhecimento.” Disse Neylan.

Fonte: Psych Central

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