Neurociência - Doutrinando a Mentira

21/03/2011 08:46

Mentira: a prática leva à perfeição

Nossos cérebros realizam a função de dizer a "verdade" muito melhor do que falar "mentiras". Mas se caso mentirmos bastante, conseguimos superar nossa tendência natural e o ato de contar mentiras se torna muito fácil, é o que diz alguns pesquisadores da Universidade Ghent (Bélgica).

Estudos anteriores que utilizaram neuroimagens mostraram que o cérebro das pessoas apresenta uma atividade muito intensa quando estão mentindo, mais que quando estão dizendo verdades.

No córtex pré-frontal é onde foi verificada a maior alteração, isso sugere que mentir exige do indivíduo um controle cognitivo muito grande para inibir a naturalidade de enunciar uma verdade. 

FIlme: O Mentiroso

Jean Carrey, no filme "O Mentiroso", faz papel de um pai ausente, cuja profissão de advogado o obriga a mentir constantemente até que um pedido mágico de seu filho faz com que ele não consiga mais dizer outra coisa que senão a verdade. Ótima opção para entretenimento sadio.

Para tentar esclarecer os mecanismos dessa tendência para contar verdades, Bruno Verschuere e outros pesquisadores da universidade Ghent estudaram três grupos de estudantes. Cada estudante teve de fazer um relatório sobre suas atividades diárias, no questionário haveria questões intercaladas sobre outro assunto.

Foi dito aos estudantes do primeiro grupo que falassem sempre a verdade nas questões secundárias (intercaladas), o segundo deveria mentir, e o terceiro deveria variar entre mentir e falar a verdade. Embora nas questões diárias todos devessem dizer a verdade. A seguir, cada um foi perguntado sobre essas atividades, devendo dizer se suas respostas eram verdadeiras ou se eles haviam mentido.

Os pesquisadores descobriram que aqueles que treinaram mentir nas questões secundárias, mentiram mais nas questões sobre atividades diárias também.

"Em pessoas que mentem muito na vida real [como mentirosos patológicos], esta resposta verdadeira dominante pode não ser tão forte como nós teorizamos," diz Ewout Meijer, co-autor da pesquisa.

Os resultados dessa pesquisa levantam a probabilidade de que a maioria das técnicas utilizadas nos detectores de mentira são insuficientes em mentirosos costumazes, não necessitando que sejam mentirosos patológicos, bastando apenas algum tempo de prática.

Isto é mais grave, segundo os pesquisadores, quando se leva em conta que os detectores de mentiras são usados em pessoas suspeitas de crimes, um grupo que apresenta uma taxa de características psicopatas bem mais alto do que a média da população.

Segundo os cientistas, a saída pode ser melhorar os detectores de mentira, intercalando questões simples que induzam a pessoa a dar respostas verdadeiras. Isso interromperá sua mania de mentir e pode reforçar a tendência natural de dizer a verdade.

Fonte: Diário da Saúde

 

Nota Pastorado

É impressionante como podemos afirmar as multiformes ações de Deus em nos mostrar sua Verdade. Cada vez mais a Ciência serve de ferramenta para comprovar a depravação da natureza humana, nos selando com a marca da responsabilidade pessoal tão presente e disseminada na Bíblia. De acordo com os dados comprobatórios da pesquisa, em casos de pessoas diagnosticadas como normais e de boa faculdade mental, o ato de mentir é necessariamente consciente. Portanto, quem mente o faz conscientemente e, por isso, é cognitivamente responsável, isto é, tem consciência do ato.

Fica aí uma nota para esse pessoal da mentirinha santa, ou estes que aprenderam a acreditar na mentira como uma forma de se evitar o mal. Lembre-se das palavras do Mestre Jesus quando nos ensinou que somente a Verdade pode libertar o pecador das amarras do pecado (Jo 8.32).

Deus o abençoe!

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