"Movidos por Fé"

Hebreus 11


Movido por fé    Somos movidos por fé? Deveríamos também ser.

    Dentre os muitos fatores que compõem a vida de um servo do Altíssimo a fé, como já dissemos, deve ser um requisito fundamental para o exercício do cristianismo pessoal.

     Quando lemos Hebreus 11, vemos ali ações, atitudes, decisões que só existiram por causa deste elemento vital para se viver para Deus, a fé. Observe que pela fé temos certezas (v.1), obtemos bom testemunho (v.2), temos entendimento (v.3), oferecemos sacrifícios aceitáveis a Deus (v.4), se agrada a Deus (v.5), nos aproximamos de Deus (v.6), se recebe livramento e justiça (v.7), se tem obediência (v.8), se faz geração de Deus (v.9), se faz milagres (v.10), se aspira a pátria celestial (v.12-16), se crê no impossível (v.17-19), se abençoa gerações de gerações (v.20-22), há proteção e destemor (v.23), toma-se decisões corretas e não compactua com o mal (v.24,25), Moisés venceu o Egito pela fé (v.26-29), muralhas foram derrubadas (v.30), vidas foram salvas (v.31) e, por fim, subjugaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões, extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram força, fizeram-se poderosos em guerra, puseram em fuga exércitos de estrangeiros. Mulheres receberam, pela ressurreição, os seus mortos. Alguns foram torturados, outros, passaram pela prova de escárnios e açoites, sim, até de algemas e prisões. Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos antros da terra (vv. 33-38).

     Meu querido leitor, o que tem movido sua vida? A vaidade, a riqueza, a grandeza, o status quo, a ganância, a satisfação pessoal?

     A principal finalidade de Deus para sua vida é guiá-lo no centro de Sua Vontade, e somente pela fé se pode trilhar este caminho.

                E tu? De onde vens? (Jó 1.7).

"O Antítipo do Cristão"

...e tu lhe serás por Deus ” – Êxodo 4.16c

 

       A Teologia define ANTÍTIPO como algo ou alguém que serve de representação de outro; símbolo que restringe em si as características de outro objeto simbolizado.

       No Velho testamento (VT) encontramos diversos antítipos de Cristo, tais como Abraão, Isaque, José, Moisés, Josué dentre outros. Estava inerente a pessoa e a sua missão características que apontavam e representavam um preview* de quem seria o messias. — Esta mesma representação se deve também a Igreja de nossos dias. A Bíblia diz que a Igreja, que assume em si este símbolo de representação (antítipo), em sua caminhada no Novo Testamento (NT) é, por isso, reconhecida como cristã (At 11.26), por seguirem e representarem o Cristo ressurrecto em sua conduta e postura.

       Note que, por ocasião do seu chamado, Moisés é indicado pelo próprio Todo-Poderoso com a expressão "...e tu lhe serás por Deus(Êx 4.16c). Isso não quer dizer que Moisés seria considerado um Deus ou que teria atributos divinos, mas que ele estava autorizado e comissionado por Deus para ser seu representante diante do povo. Seria alguém dirigiria o povo a Deus — um mediador. A Igreja não possui a característica de mediadora de Deus, mas de mediadora das coisas de Deus. O pecador deve poder enxergar a Deus quando olha para a Igreja e ver nela as características de Cristo presentes em sua vida e mensagem. — Isto é Testemunho de Cristo para o próximo! Todo cristão deve ser um representante do salvador quando espelha em sua vida (testemunho) o Cristo ressurrecto. Somos responsáveis por essa missão, da qual vidas pecadoras podem serem libertas do mal, salvas do destino infernal e remidas de seus pecados, quando têm na igreja um meio de conhecerem a Cristo.

 

Preview - visualização, símbolo antecipado.

"Jesus, o maior exemplo de humildade"

Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus ” – Filipenses 2.5

 

Os valores sociais se tornaram materialistas. (Há muito que) nossas posses passaram a ser o principal prerrequisito*. A humildade é catalogada como uma condição estatutária e social, não mais como a representação de uma postura.

Contaminado por este critério, o meio evangélico espelha também seus exemplos. Tais como muitos líderes de diversos setores da igreja, ostentando mais o glamour em vez de serviço eclesiástico. Suas obras visam o reconhecimento e se tornam também em meios de negociar com Deus os seus desejos e anseios. — Entretanto, a Palavra de Deus continua, como é de sua natureza essencial, contradizendo o que se vive hoje em dia. Sua recomendação é para que tenhamos a mesma atitude de Jesus, o nosso Senhor, que mesmo sendo Deus, “não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2. 6b-8).

Temos em Filipenses 2.5-11 aspectos importantes da humildade. O primeiro, que devemos nos esvaziar de nós mesmos. Isso significa colocar nossos anseios em segundo plano buscando em primeiro lugar o Reino de Deus e sua Justiça (Mateus 6.33)segundo é o propósito do serviço. A humildade nos leva a uma posição de servo. Mesmo em posições de liderança devemos “servir” a quem lideramos; como Jesus ensinou: “tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mt 20.28; Mc 10.45)terceiroa obediência. Humildade tem como característica a obediência. Obedecer não é fácil! É uma necessidade vital da igreja, mesmo que não levemos vantagem ou sejamos prejudicados. O ensino de Jesus, neste texto, é que a obediência nos leva à cruz: mortificação do eu e vida em Cristo. Como o Apóstolo Paulo exclamou: “...já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2.20). Obediência cega a Deus e as autoridades por Ele constituída segundo a Sua Palavra.

Que assim seja na vida da Igreja: um esvaziamento total, um serviço a Deus e ao próximo tendo na obediência uma busca intensa da humildade segundo o modelo de Cristo Jesus.

 

* norma culta e preferencial de “pré-requisito”.

 

"Missão da Igreja"

Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” – João 4.24

 

    Além da diaconia, da comunhão, do testemunho, da evangelização, a igreja possui uma missão muito homogênea a essas, a adoração verdadeira.

    Há dois aspectos dessa missão que precisamos entender: o aspecto homogêneo e o aspecto supremo. É importante guardar que este último conduz ao primeiro.

    A igreja é uma comunidade adoradora. A maior missão da igreja não é fazer missões, mas adorar a Deus. Basta perceber que o próprio homem foi criado para esta finalidade, “adorar a Deus e gozá-lo para sempre”. Deus, e não o homem, é o centro de todas as coisas. Missões existem como um dos instrumentos usados para salvar um povo que adora. O adorador precisa entender alguns princípios que regem um vida de adoração:

1) O adorador precisa entender que a sua vida é a vida da sua adoração. A prática da adoração jamais poder ser divorciada da pessoa do adorador. Perceba que em João 4.23, Deus não está procurando adoração, mas adoradores que o adorem em espírito e em verdade. “Nós estamos procurando melhores métodos, enquanto Deus está procurando melhores homens. Deus não unge métodos, Deus unge homens” (E. M. Bounds).

2) O adorador precisa entender que a adoração não é uma questão de performance diante dos homens, mas de sinceridade diante de Deus.

3) O adorador precisa entender que um culto, ainda que ortodoxo, mas divorciado da vida cotidiana, não agrada a Deus. Culto sem conexão com a vida diária é entretenimento espiritual. Se Deus não é o centro ou é adorado, torna-se tempo perdido.

    Entendeu por que a adoração é um aspecto supremo que se torna homogêneo? Porque sem a verdadeira adoração, os outros elementos da missão não existem! São exercícios ativistas sem vida espiritual.

 

"A Necessidade de uma doutrina Cristocêntrica"

"...a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome..." (Fp 2.8,9)

 

    crown, coroa Uma teologia equivocada somada a doutrinas equivocadas só podem gerar uma expressão religiosa equivocada.

     O contexto nos revela que Paulo está tratando de um problema prático na vida da igreja, exortando os crentes à unidade. Assim, ele expõe seu pensamento teológico mais profundo para resolver um problema. A teologia deve sempre estar conectada com a vida. A teologia determina a ética. A doutrina é a base para a solução dos problemas que atacam a igreja. A igreja precisa pensar teologicamenteWilliam Barclay comenta: "Em Paulo sempre se unem teologia e ação. Para ele, todo sistema de pensamento deve necessariamente converter-se em um caminho de vida"

     Da humilhação à exaltação suprema e inquestionável, é assim que os versículos 8 e 9 definem a trajetória do ministério de Jesus Cristo. Testemunhar de Jesus para o seu próximo é apresentar um Cristo que se humilhou, mas foi exaltado; que morreu, mas ressuscitou. A Cruz é um triunfo para Cristo e não uma derrota.

     Jesus jamais foi um pobre coitado que suplicou o amor das pessoas por Ele ou pelo que Ele fez. Sua pessoa não pode ser respaldo para apelações de entregas emocionais, sua imagem não deve ser alvo de pieguismo de crentes cheios de problemas psicoemocionais querendo identificar-se numa imagem de um Deus-homem que é quase todo homem e quase nada Deus. Jesus é Senhor! É o Filho do Altíssimo. É digno de nossa reverência e submissão mais intensas. O Jesus bíblico, que está a destra de Deus, não sofre melancolias, depressões, ansiedades, sentimentos de culpa, frustrações ou muitos outros et ceteras. O ministério dEle nos identifica com o amor de Deus por nós e não com as mazelas humanas. Ele venceu tudo isso! Ele não quer nossa pena, alguém que pense: "pobrezinho dEle". Seu desejo é que você o reconheça com único e suficiente salvador. É Ele quem te salva! É conhecendo o Jesus bíblico que pregaremos o Jesus correto, o Salvador. E não um plágio do homem decaído e cheio de falhas que implora por um pouco de atenção de pecadores orgulhosos. — Ele nos amou primeiro!

 

"O Real Alvo da Fé: Cristo"

"olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus..." (Hb 12.2)

 

    Após ter transformado a fé num produto de consumo, o mercado religioso agora quer oferecer “novos” alvos para a aplicação da fé. O manancial de blasfêmias que se originou desta fonte infernal tem denegrido e confundido até mesmo uma parcela incauta da Igreja, que insiste em beber de outras fontes, mesmos tendo ouvido falar que só uma fonte jorra “Água da Vida”.

    Em sua narrativa, o autor de Hebreus aponta a Cristo como exemplo supremo a ser seguido, como o único alvo real e digno para o qual devemos focalizar a fé que Ele mesmo nos deu por meio do seu Santo Espírito.

    Vivemos em uma época em que é ensinado que a fé é algo que “nós” criamos e, assim, nos cabe utilizá-la de forma a atender as nossas próprias necessidades (como nós julgamos ser).

    Aviltamos-nos da honraria de termos a fé que é dom de Deus (Ef 2.8), por aceitarmos esta proposta demoníaca, que rega nosso ego e nossas vaidades, com o intuito de nos fazer sentir que somos mais do que pó. Estes mercenários da fé têm nos afogado em suas ondas de “frases de efeito” e inculcado na mente dos incautos que a fé é um poder especial no qual o homem é dotado para usar conforme dita seu bel-prazer. Há os que acreditam que fé até “move a mão de Deus” ou a fé se tornou um instrumento para conquistas pessoais, faz de você um super-herói, é uma “força que vem de dentro e você”, que se “conquista o impossível” pela fé, que ensina que a “sua” fé é que “mostra o seu valor”.

    O Espírito Santo, por meio do autor de Hebreus, desfaz toda essa falácia afirmando que Jesus Cristo, ele sim, é o único “autor” e “consumador” da fé. O termo “autor” vem de autoria, aquele que dá origem; e “consumador” é aquele que consuma, finaliza a fé. Isso quer dizer que é (em) Jesus que a fé nasce e finaliza. Toda a obra produzida pela fé, começa nEle e termina nEle.

    O homem decaído não pode produzir fé. Apenas Deus pode gerá-la e consumá-la em sua obra que cumpre TODA a SUA vontade. — O cristão é aquele que tem fé sim, que veio de Deus, que cumpre os propósitos de Deus e só se consuma, com êxito, no Deus filho. Não compre idéias antropocêntricas!

 

“A Fé como Elemento vital”

"De fato, sem fé é impossível agradar a Deus,..." (Hb 11.6)

 

Ao falar sobre fé, os antigos apresentam um zelo bem mais acurado que os de nossa época. A doutrina da fé, presente nas afirmações e relatos bíblicos, não se contradiz e, muito menos, se confunde. O autor de Hebreus difunde algumas verdades concernentes a fé que devem permear a nossa consciência e o exercício do “correto”. Falar corretamente sobre fé é conduzir pessoas à utilização de um dom divino que o Criador nos outorgou como ferramenta para bênçãos e libertar àqueles cuja compreensão anda equivocada e, consecutivamente, não usufruem do privilégio contido no texto base.

    O sentido de “agradar” (gr. εὐαρεστῆσαι*), presente no texto, significa um resultado e não uma causa. Agradar é resultado da presença desta fé (gr. πίστεως) e não o contrário. A fé, como resultado da graça divina, é a causa da aceitação do homem diante de Deus (Ef 2.8,9). Ele se agrada das obras dos homens cujas vidas receberam o dom da fé (dado por Deus). Por este motivo, o homem que não possui este dom, não pode agradar a Deus. A capacidade de agradar a Deus só está presente na vida daqueles que foram alvos do seu favor imerecido! — O homem decaído é como um porco, ele gosta da lama, ela é seu habitat natural. Se sair dali, sente falta porque é porco e se chafurdar nela é o seu maior desejo, pois é parte de sua natureza. Por este motivo, a expressão começa com uma assertiva que diz “De fato”, e em seguida afirma esta capacidade inerente aos filhos da fé: o de agradar a Deus.

     A fé salvífica, geradora de ações que agradam a Deus, não pode ser minimizada a simples crença, mas fé é muito mais que isso, ela é a “produtora” da crença. Como o autor sagrado disse: “é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe...”. Sem a fé não há crença, não há aproximação, não há esperança.

    Concluímos, portanto, que a fé é um elemento vital para a vida cristã, para aquele ou aquela que se denomina cristão viverem uma vida que agrada a Deus. Sem a fé, isso é impossível!

 

 

Estão nos Observando

Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” — Mateus 5.16

 

Eu costumo dizer que, enquanto a atual igreja se preocupar mais com o que o mundo pensa dela do que com o que Deus pensa, maior será a sua aparência de semelhança com o mundo do que com o Criador.

Jesus é a expressão crucial deste impasse, quando ele pontua a diferença que há entre as obras que a igreja realiza, das quais existem as que devem ser vistas pelos homens e as que pertencem ao relacionamento íntimo e pessoal do servo com seu Senhor, que permanecem secretas diante do mundo.

"E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará" - Mateus 6;5,6

No primeiro discurso de Jesus no Sermão do monte (Mt 5.1 – 7.29); que tem o seu paralelo em Lc 6.20-49 (muito mais curto), Mateus agrupa e sintetiza vários ensinamentos de Jesus e registra o pensamento paralelo e que, por mais que pareça, não é antagônico em Mt 5.16 e 6.3,6,17,18. Aqui vemos Jesus falar sobre “obras” com significado de “ações” ou “conduta”.

Há uma enorme importância de se entender estas diferentes atuações do crente no mundo! As obras que a igreja pratica e que devem ser vistas pelo mundo são aquelas que fazem parte do testemunho cristão e visível, isto é, a conduta e postura cristã na sociedade: É o que você faz no seu trabalho, na sua escola, posicionamentos assumidos diante dos problemas sociais, comportamento na vizinhança, na família, etc. Perceba que as acusações mais contundentes do mundo, quando se refere à Igreja, não são referentes ao número de vezes em que ela se ajoelha para orar, ou se seu louvor é bom ou ruim, ou se toma da Santa Ceia, ou se dá esmolas ou quanto ao seu jejum; é acerca de sua conduta ou postura assumida diante da sociedade.

"Quando, pois, deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, ao dares a esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita; para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará" - Mateus 6.2-4
 

Muitos querem garantir um reconhecimento social de que são crentes encenando atitudes devocionais como orações em público, espalhando a notícia de que está fazendo jejuns prolongados com expressões de fome e sofrimento (como um sacrifício), ou dando esmolas como quem posa para uma foto. — Isso não é religiosidade, é farisaísmo hipócrita. Quando se refere a essas coisas, Jesus acrescenta a expressão em secreto” (vs. 6.4,6,18), pois são práticas que importam somente a Deus.

Certa vez Jesus perguntou acerca do que pensavam as pessoas a seu respeito (Mt 16.13) e, em seguida, recondicionou sua pergunta para seus discípulos (que representavam a Igreja). Após a resposta contundente de Pedro, Jesus o elogia e expõe que tal afirmação só pode ser professada se o Pai revelar ao ser humano (Mt 16.18). É neste momento que vemos Pedro e os discípulos agradarem ao mestre com a resposta certa. — Não nos espanta o fato de o mundo não compreender Jesus e não saber responder corretamente sobre sua pergunta, mas, como os discípulos, a igreja deve sempre responder corretamente através de sua mensagem e conduta diante do mundo.

A perfeita postura do crente no mundo é assumir a vontade de Deus em tudo o que se faz. Assim espelharemos o Senhor para o mundo, que poderá ser visto também por aqueles que não não possuem olhos espirituais para ver. - Rev. Luiz

Quando a igreja se preocupa em atender as exigências divinas acerca de sua identidade no mundo, mais se verá um comportamento que agrada a Deus. E se agrada a Deus certamente não agradará o mundo. Enquanto nos preocuparmos com as regras e expectativa do mundo acerca de como acham que deveríamos ser, menos se verá a aparência divina na igreja. Mais será vista a “cara do mundo” na igreja e no seu comportamento. E, assim, continuaremos a confundir as “boas obras” que Jesus disse que devem ser vistas pelo mundo com as “boas obras” que sevem ser feitas em secreto, entre o servo e o seu Senhor apenas.